Cinco anos após seu anúncio, Replaced finalmente parece que vai ver a luz do dia. O jogo será lançado em 14 de abril para Xbox e PC, além de ficar disponível no Game Pass. Desenvolvido pela Sad Cat Studios, o título chamou atenção desde a revelação, principalmente para quem, como eu, sofreu com os constantes adiamentos — a ponto de achar que ele talvez nem fosse mais lançado.
Para minha alegria, o jogo ressurgiu e tive o enorme prazer de testá-lo durante o “Steam Vem Aí”. E posso dizer com tranquilidade: até o momento, é a melhor coisa que joguei neste ano. Ele demonstra ser muito mais do que eu imaginava e tem potencial para ser um dos grandes destaques de 2026.
Lindo, mas muito lindo
Desde o anúncio, o que mais me chamou atenção foi o visual. O mundo cyberpunk com forte influência dos anos 80 transmite uma vibe dark e estilosa. Somado a um protagonista carismático, os cenários se transformam em verdadeiras obras de arte. Jogando, e observando tudo com mais calma, fiquei impressionado com o nível de qualidade apresentado.

Algo que eu não esperava é o nível de profundidade dos cenários. Além do plano de fundo detalhado, há momentos em que é possível avançar para o interior do cenário, criando camadas e dando mais dinamismo tanto à exploração quanto ao combate.
A pixel art é extremamente bem utilizada. Em nenhum momento parece limitada — pelo contrário, mostra-se a escolha perfeita para o estilo proposto, reforçando ainda mais a identidade visual do jogo.
Combate viciante
Sempre tive curiosidade sobre o combate. Nos trailers, ele parecia “confuso”, difícil de entender. Jogando, ficou claro que a principal inspiração foi o sistema da franquia Batman. Confesso que, em um primeiro momento, isso me decepcionou um pouco, já que esse estilo tende a automatizar certas ações, com botões específicos para esquiva e contra-ataque, o que pode facilitar demais com o tempo.
Porém, é inegável o capricho da equipe. O combate tem peso, impacto e animações muito bem trabalhadas, além de finalizações extremamente estilosas.

Mesmo sendo relativamente simples nesta demo, ele já entrega uma sensação imediata de satisfação. Torço para que, na versão final, o sistema seja expandido, com maior variedade de inimigos e desafios mais exigentes, tornando as lutas ainda mais interessantes.
Estrutura mais direta
A própria Sad Cat já havia comentado, e a demo confirma: Replaced não é um metroidvania clássico. Ou seja, não será aquele jogo em que você precisa voltar constantemente a áreas anteriores conforme desbloqueia novas habilidades.
Ele segue uma estrutura mais direta — e, para mim, isso é ótimo. Ser simples está longe de ser um problema. O simples bem feito é muito melhor do que o complexo bagunçado.

O estúdio mencionou que haverá alguns momentos de ida e volta, além de missões secundárias, mas o foco principal é seguir em frente na narrativa. E isso, pessoalmente, me agrada bastante.
Extremamente promissor!
Entre os jogos já lançados ou previstos para este ano, Replaced é, até agora, o que mais me impressionou. Resta torcer para que não haja novos adiamentos, porque, sinceramente, Sad Cat… eu preciso desse jogo.