Olha, eu nunca fui muito ligado na série Pac-Man além dos clássicos de fliperama, então entrar em Pac-Man World 2 Re-Pac foi praticamente uma experiência nova pra mim. O jogo é um remake do título de 2002 e segue a mesma linha do que a Bandai fez em 2022 com o primeiro Pac-Man World: gráficos modernizados, ajustes de qualidade de vida e algumas novidades bem-vindas.

SAVE POINT

A Now Production, que já havia trabalhado no remake anterior, está de volta, e a Bandai Namco continua responsável pela publicação. O novo pacote traz várias novidades em relação ao original: gráficos refeitos, mudanças no level design, movimentos emprestados de World Re-Pac, opções de dificuldade, modo cooperativo na campanha, dublagem em inglês, colecionáveis e muito mais.

Nostálgico e atual

Jogando, a vibe me lembrou bastante Astro Bot (2024). Claro, Astro Bot é um jogo mais refinado — com um orçamento visivelmente maior —, mas a comparação aqui vai além da técnica. É mais sobre a sensação ao jogar, especialmente em relação à resposta dos controles, que aqui, confesso, às vezes dão uma travadinha. Ainda assim, a estrutura é parecida. Ao longo do jogo, você tem um hub central, em formato de vila, onde o Pac-Man interage com personagens que são desbloqueados conforme você avança e coleta frutinhas espalhadas pelas fases. É possível interagir com quase tudo nesses locais, o que gera uma sensação bem positiva — como se cada pequeno progresso tivesse valor.

As fases, de modo geral, são tranquilas de explorar, cheias de segredos e com aquele jeitinho carismático que a série sempre teve. O jogo não exige muito do jogador, até porque essa nem é a proposta. Com isso, ele se torna um título acessível para todos os públicos, perfeito especialmente para quem tem filhos ou companheiros que não têm o costume de jogar videogames.

Apesar de todo o carisma, Pac-Man não está livre de falhas. No geral, o desempenho é ótimo — o que já era esperado de um jogo com uma proposta mais simples —, e felizmente o título rodou perfeitamente bem no PS5. O problema real aparece nos chefões: embora não sejam difíceis, em certos momentos exigem uma precisão que o controle simplesmente não entrega bem, o que acaba gerando uma certa frustração.

SAVE POINT

Vale a pena?

No fim das contas, este novo capítulo da franquia Pac-Man entrega exatamente aquilo que promete: uma aventura leve, charmosa e nostálgica, mas com roupagem moderna o suficiente para atrair tanto veteranos quanto novatos. A proposta não é reinventar a roda, e sim oferecer uma experiência acessível, divertida e acolhedora — daquelas que você pode jogar sem pressa, seja sozinho ou em boa companhia. É um jogo que respeita seu legado, mas que também tenta evoluir com pequenos toques de modernidade, seja na inclusão do modo cooperativo, nas melhorias gráficas ou na adição de colecionáveis e elementos de interação no hub central.

SAVE POINT

Pac-Man continua sendo um personagem atemporal, e este remake reforça sua relevância no cenário atual dos games, mesmo que em uma escala mais modesta. Ele não tenta competir com gigantes do gênero, mas brilha justamente por saber seu lugar: uma aventura familiar, colorida e bem construída, ideal para momentos de descontração e para apresentar o universo dos videogames a novas gerações.

Se você procura um jogo descomplicado, com personalidade e acessível para todos os tipos de jogador, este Pac-Man é uma escolha certeira. Não é perfeito, mas tem coração — e, em tempos de produções cada vez mais genéricas e apressadas, isso ainda faz toda a diferença.

Pac-Man World 2 será lançado em 26 de setembro de 2025 para Nintendo Switch, Nintendo Switch 2, PC, PlayStation 5, PlayStation 4, Xbox Series X|S e Xbox One.

Este review só foi possível graças ao envio de uma chave de acesso fornecida pela assessoria, a quem agradecemos pela oportunidade.