O gênero roguelike/roguelite vive um momento de grande popularidade, e é difícil ignorar o impacto que Hades teve nesse cenário. Lançado originalmente em 2018 para PC e Nintendo Switch, e chegando em 2020 aos consoles, o título da Supergiant Games ajudou a consolidar o gênero para um público ainda maior. Após anos de espera, sua sequência finalmente chegou — e agora disponível em todas as plataformas.
Uma sequência que evolui a base
Tive a oportunidade de acompanhar Hades II desde suas primeiras versões em Early Access no PC, onde finalizei o jogo já em sua versão 1.0. Foi, sem dúvidas, meu Jogo do Ano de 2025. Agora, revisitando essa experiência no PS5, fica ainda mais claro o cuidado e a evolução aplicados pela desenvolvedora.
Hades II é uma evolução natural de seu antecessor. O jogo mantém o núcleo sólido de gameplay que consagrou o original, mas introduz mudanças significativas ao adaptar essa base para uma nova protagonista: a carismática Melinoe.
Nova protagonista, nova dinâmica
Irmã mais nova de Zagreus, Melinoe assume o papel central em uma narrativa que gira em torno do resgate de sua família diante de uma antiga ameaça que volta a assombrar o panteão grego.
A principal diferença entre Melinoe e Zagreus está em sua natureza: ela é uma bruxa. Essa característica impacta diretamente a jogabilidade — e esse é um dos maiores acertos do jogo.

Além dos ataques tradicionais, Melinoe utiliza feitiçarias, incluindo versões aprimoradas chamadas de feitiços Ômega. No início, é comum o jogador adotar uma abordagem mais conservadora e ignorar parte dessas mecânicas, mas o jogo gradualmente evidencia o quanto o domínio desses poderes é essencial para progredir.
A construção da protagonista é excelente, e a dublagem contribui fortemente para isso. Esse cuidado se estende a todo o elenco: Hades II mais uma vez demonstra maestria na forma como desenvolve seus personagens, tornando cada interação interessante e memorável.
Direção de arte e identidade visual
Visualmente, o jogo apresenta uma evolução notável. A direção de arte, que já era um destaque no primeiro título, aqui ganha ainda mais personalidade. Cada divindade possui um design único e marcante, reforçando a identidade criativa da franquia.
A narrativa continua sendo um dos pilares da experiência. Integrada de forma orgânica ao ciclo de tentativas típico dos roguelikes, ela mantém o jogador engajado, seja pela curiosidade em avançar a história ou pelos momentos emocionalmente impactantes.

Inimigos e aprendizado constante
Os inimigos possuem visuais distintos e padrões de ataque bem definidos, incentivando o aprendizado contínuo. A cada nova tentativa, o jogador reconhece melhor os movimentos e estratégias necessárias para avançar.
A trilha sonora eleva ainda mais a experiência. As músicas, especialmente durante as batalhas contra chefes, são marcantes e bem integradas à ação, com destaque para um confronto específico que mistura combate e música de forma criativa.

Conclusão
Rejogar Hades II no PS5 apenas reforçou minha admiração pelo título. A Supergiant Games se consolida como um dos estúdios mais consistentes da indústria atualmente. Se há algo que essa experiência deixa claro, é que as expectativas para o próximo projeto do estúdio são, justificadamente, altíssimas.

- Gameplay refinada com novas mecânicas de feitiçaria
- Direção de arte ainda mais criativa e marcante
- Narrativa envolvente integrada ao loop roguelike
Hades II já está disponível para PC, Nintendo Switch, PS5 e Xbox Series S/X.
Este review só foi possível graças ao envio de uma chave de acesso fornecida pela assessoria, a quem agradecemos pela oportunidade.