Em meio a tantos lançamentos chegando ao mercado, conquistar espaço e chamar a atenção dos jogadores está cada vez mais difícil. É justamente por isso que a missão de Castlevania: Belmont’s Curse não é das mais simples. Por outro lado, o jogo carrega consigo o peso de fazer parte de uma das franquias mais lendárias dos videogames, que permaneceu adormecida por bastante tempo.

Desde seu anúncio, Castlevania: Belmont’s Curse chamou minha atenção não apenas por representar o retorno da franquia, mas também por estar sendo desenvolvido pela Evil Empire, estúdio responsável pela aclamada expansão Return to Castlevania, de Dead Cells. A combinação já parecia promissora e, depois de experimentar a demo, disponível atualmente, a impressão é de que o projeto está caminhando na direção certa.

Uma experiência que deixa gosto de quero mais

Assim que terminei a demo, a primeira coisa que pensei foi: “não, por favor, não”. E isso diz bastante sobre a experiência. Afinal, foram apenas cerca de 30 minutos de jogo e, mesmo assim, fiquei imediatamente querendo continuar.

Castlevania: Belmont’s Curse é divertido, bonito e empolgante, além de esbanjar estilo. Mesmo com pouco conteúdo disponível na demonstração, é possível perceber que a Evil Empire está buscando inspiração em alguns dos melhores metroidvanias lançados nos últimos anos.

Durante a experiência, senti referências claras a jogos como Hollow Knight e Prince of Persia: The Lost Crown. Ao mesmo tempo, a movimentação extremamente precisa remete diretamente ao trabalho realizado pela própria Evil Empire em Dead Cells.

E esse talvez seja um dos pontos mais interessantes da experiência. Independentemente do que você esteja fazendo, os comandos respondem de maneira satisfatória e tudo parece ter sido pensado para tornar a experiência mais prazerosa.

É importante ressaltar que todas essas impressões são baseadas em apenas 30 minutos de gameplay. Naturalmente, muita coisa pode mudar quando o jogo completo estiver disponível. Ainda assim, depois de tantos anos jogando, existem momentos em que fica fácil perceber quando um projeto tem potencial — e Belmont’s Curse transmite exatamente essa sensação.

Uma dublagem que chama atenção

Outro aspecto que merece destaque é a dublagem. As vozes dos personagens são excelentes e, em alguns momentos, me lembraram bastante o trabalho realizado em Hades.

A influência do jogo da Supergiant Games parece evidente nesse aspecto, mas, mais do que uma simples referência, a dublagem de Belmont’s Curse funciona muito bem por conta própria. As vozes são marcantes e tornam a experiência ainda mais agradável.

Um retorno promissor

Eu sei que você provavelmente tem uma enorme lista de jogos para terminar e vários lançamentos aguardando sua atenção. Ainda assim, depois desses primeiros 30 minutos, acredito que vale colocar Castlevania: Belmont’s Curse no radar.

A demo deixou uma impressão extremamente positiva e mostrou que o retorno da franquia pode estar em excelentes mãos. Se o restante da aventura conseguir manter o nível apresentado nesse primeiro contato, teremos um dos títulos de destaque do gênero nesta geração.

Depois de jogar a demo, uma coisa ficou clara: eu mal posso esperar para jogar a versão completa.