Vivemos uma ótima fase para os FPS, principalmente com a volta dos Boomer Shooters. O subgênero, que homenageia os clássicos dos anos 90 como Doom, Quake e Duke Nukem, está mais vivo do que nunca, conquistando tanto os veteranos nostálgicos quanto uma nova geração de jogadores. Além de novas franquias como Dusk e Turbo Overkill, temos o renascimento de velhos nomes — e Painkiller é um deles

Em 2025, a franquia voltou com um reboot homônimo, prometendo modernizar o que a série tinha de melhor e embarcar na onda revival dos “tiros de tiozão”.

História e Personagens

A narrativa aqui é bem simples: quatro protagonistas — Ink, Void, Sol e Roch — trabalham para o anjo Metatron, enfrentando hordas de monstros a serviço do demônio Azazel.
Logo de cara o jogo já te joga na ação, sem enrolação, o que é ótimo pra quem quer só atirar e se divertir.

Mas o problema é que a história praticamente para por aí. Durante o jogo, não há evolução narrativa, e o enredo acaba servindo apenas como pano de fundo. Dá pra encontrar algumas fichas de lore no códice, que detalham mais sobre personagens e locais, mas nada que realmente prenda o jogador.

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Os quatro personagens jogáveis têm diferenças mínimas — apenas bônus de status como mais vida, regeneração de energia ou redução de dano. O desenvolvimento deles também é raso, com poucos diálogos curtos durante as fases.

Estrutura e Progressão

Após o prólogo, o jogador desbloqueia o hub principal, chamado Encruzilhada do Purgatório. É ali que dá pra:

  • Comprar e melhorar armas;
  • Trocar de personagem e skins;
  • Desbloquear e equipar cartas de tarô, que dão bônus temporários e são consumidas após cada partida.

O jogo conta com dois modos principais:

  • Incursão: é o modo de campanha, dividido em três biomas (cada um com três níveis) que podem ser jogados em qualquer ordem.
  • Anjo Renegado: modo roguelike de arenas, onde você escolhe recompensas — armas, cartas ou itens — a cada rodada vencida.
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O progresso online e offline não é compartilhado, o que é um grande ponto negativo. Perder o avanço por causa de uma desconexão é frustrante, especialmente quando o jogo é pensado para multiplayer.

Falando nisso, o jogo pode ser jogado totalmente em trio. Se você não tiver outros jogadores, bots assumem os lugares vagos, e outras pessoas podem entrar em qualquer momento para substituí-los. Essa flexibilidade é legal, mas o modo multiplayer ainda parece limitado — falta profundidade e incentivos pra continuar jogando depois de terminar a campanha.

Trilha Sonora e Atmosfera

A trilha segue o estilo tradicional da série: heavy metal pesado, que combina perfeitamente com a matança demoníaca. Infelizmente, as músicas dessa vez não são tão marcantes quanto as dos jogos antigos — cumprem o papel, mas sem brilho.

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Conclusão

Painkiller (2025) é um jogo divertido, frenético e bem otimizado, que acerta no essencial: o prazer de atirar em hordas de monstros. Mas ele tropeça em pontos importantes — o final abrupto, a separação do progresso online/offline, o balanceamento da economia e o fator replay limitado.

No fim das contas, fica a sensação de que o jogo foi lançado incompleto, precisando de mais polimento e, principalmente, um final de verdade.

Ainda assim, é uma boa pedida pra quem curte o estilo Boomer Shooter e quer mais uma dose de ação insana ao som de guitarras pesadas.

Painkiller já está disponível para PlayStaion 5, Xbox Series S/X, PC (Steam e Steam Deck).

Este review só foi possível graças ao envio de uma chave de acesso fornecida pela assessoria, a quem agradecemos pela oportunidade.

Obs: Esta análise foi feita pelo redator paceiro Pedro Travassos.